Duas pessoas ligadas à Fundação de Ensino Superior de Olinda, a Funeso, foram ouvidas na reunião da CPI das Faculdades Irregulares desta quarta. A instituição é uma das principais integrantes do esquema investigado pela comissão. O primeiro a testemunhar foi o atual diretor acadêmico da instituição, Sófocles Medeiros. Ele relatou aos deputados que uma nova modalidade de curso de extensão, com carga horária reduzida, está em estudo pela Funeso, mas ainda não foi submetida ao conselho curador da faculdade e tampouco posta em prática. Mas de acordo com a relatora da CPI, deputada Teresa Leitão, do PT, o formato continua a ser ilegal. “Nos estranhou bastante, nós recebemos essa denúncia semana passada, porque o quadro curricular é um quadro montado exatamente igual ao quadro curricular dos cursos de graduação, diminuindo-se apenas a jornada de aulas, e isso pode se configurar em um aprimoramento da burla”.
A CPI das Faculdades Irregulares também ouviu o ex-diretor acadêmico da Funeso, Mário Marques. Ele prestou esclarecimentos sobre sua demissão da Funeso e a abertura do Instituto Santana, voltado para atividades com idosos. Mário Marques negou a oferta de cursos de extensão e qualquer ligação com os institutos investigados pela Comissão. Com os testemunhos desta quarta, a CPI para de ouvir depoimentos e se aproxima da publicação do relatório final, como explica o presidente do colegiado, deputado Rodrigo Novaes, do PSD. “De hoje a quinze, portanto no final do mês, a gente irá apresentar em sessão e depois em coletiva o relatório final da CPI que irá trazer vários encaminhamentos de natureza política, de natureza criminal, penal e cível, fechando aí esses longos nove meses de trabalho semanal”. A próxima reunião da CPI das Faculdades Irregulares será no dia dezoito de maio.

COMO CHEGAR